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31/07/2010 - Motivação PDF Imprimir E-mail

Motivação

“Merecem louvor os homens que em si mesmos encontraram o impulso, e subiram nos seus próprios ombros ”

(Séneca)

Porquê essas diferenças?

Em qualquer âmbito profissional, é fácil ver como há pessoas que sobressaem pela sua perseverança e dedicação ao trabalho, e isso faz com que superem outros colegas que possuem uma capacidade intelectual bastante mais elevada. Porque sucede isto? Porque é que uns conseguem manter esse esforço durante anos e outros não, ainda que o desejem?

Quase todas as pessoas desejariam chegar a uma situação profissional mais elevada, e a maioria delas tem talento pessoal que sobra para o conseguir. Porque é que uns conseguem transformar esse desejo numa motivação diária que os faz vencer a inércia da vida, e outros, pelo contrário, não?

Porque é que há crianças que estudam constantemente sem que pareça custar-lhes muito, e outros, pelo contrário, não há maneira de o fazerem, ainda que os castiguem, e que se lhes fale claramente, serenamente, das consequências que a sua preguiça lhes vai trazer?

Parece claro que estamos a falar de algo que não é questão de coeficiente intelectual:

É fácil verificar que as pessoas mais esforçadas e motivadas não coincidem com as de maior coeficiente intelectual.

Há pessoas inteligentíssimas que são muito preguiçosas, e há pessoas de muito poucas luzes que mostram uma perseverança admirável. Porquê?

- Será uma questão de força de vontade, suponho eu.

Sim, mas falta uma motivação para pôr em andamento a vontade. Como assinalou o Senador Enrique Rojas, a partir da indiferença não se pode cultivar a vontade. Para se ser capaz de superar as dificuldades e os cansaços próprios da vida, é preciso ver cada meta como algo de grande e positivo que podemos e devemos conseguir. Por isso, nas pessoas motivadas sempre há “alguma coisa” que lhes permite obter satisfação onde os outros não a encontram; ou alguma coisa que lhes permite adiar essa satisfação (a maioria das vezes a motivação implica um adiamento, pois supõe sacrificar-se agora com o fim de conseguir mais tarde algo que consideramos mais valioso).

Parece claro que nas pessoas motivadas há toda uma série de sentimentos e factores emocionais que reforçam o seu entusiasmo e a sua persistência perante os contratempos normais da vida.

Mas sabemos também que os sentimentos nem sempre se podem produzir directa e livremente. A alegria e a tristeza não se podem motivar da mesma maneira que fazemos um acto de vontade. São sentimentos que não podemos governar como governamos, por exemplo, os movimentos dos braços. Podemos influenciar a alegria ou a tristeza, mas apenas de maneira indirecta, preparando-lhes o terreno no nosso interior, estimulando ou repelindo as respostas afectivas que vão surgindo espontaneamente no nosso coração.

sentimento da própria eficácia

A fé de uma pessoa nas suas próprias capacidades tem um surpreendente efeito multiplicador sobre essas mesmas capacidades.

Aqueles que se sentem eficazes recuperam mais depressa dos fracassos, não se perturbam demasiado pelo facto de que as coisas possam correr mal; pelo contrário, fazem-nas o melhor que podem e procuram a maneira de as fazer ainda melhor na vez seguinte. O sentimento da própria eficácia tem um grande valor estimulante, e vai acompanhado por um sentimento de segurança que alenta e conduz à acção.

E não é um sentimento um pouco altivo?

É certo que pode viver-se na sua versão arrogante, envolvido numa atitude de certo desprezo, ou até de temeridade. É verdade que há pessoas que parece que só estão contente, se conseguirem dominar os outros (e a essas pessoas o sentimento da sua própria eficácia pode levá-las a comportamentos hostis ou agressivos).

Mas não são essas as atitudes a que nos referimos agora. Felizmente, a busca do sentimento da própria eficácia não tem que conduzir a um desejo de dominação dos outros. Tem outras versões mais construtivas, que levam a sentir-se dono de si mesmo, possuidor de qualidades que – como sucede com todas as pessoas – são irrepetíveis, a ver-se capaz de controlar a própria formação e o próprio comportamento.

Como explicou José António Marina, os sentimentos fazem-nos a nós mesmos; são uma maneira de avaliar a nossa eficácia pessoal, a nossa capacidade para realizar tarefas e enfrentar os problemas; não são sentimentos maus, apenas intervêm como ingrediente decisivo em outros muitos sentimentos pessoais, sobretudo no que se refere á nossa relação com os demais.

Nós, as pessoas, temos uma profunda capacidade de dirigir a nossa própria conduta. Prevemos as consequências do que fazemos, propomo-nos metas e fazemos valorizações sobre nós mesmos. E tudo isso pode ser estimulante ou paralizante, positivo ou negativo, construtivo ou autodestrutivo. A nossa inteligência será impulsionada ou perturbada por esses sentimentos, que constituem um campo de forças, animadoras ou depressivas, entre as quais há que abrir caminho a um comportamento inteligente.

- Por que dizes abrir caminho?

Porque há bastante diferença entre dispor de uma determinada capacidade e ser capaz de chegar a utilizá-la. Por essa razão, pessoas distintas com recursos semelhantes – ou a mesma pessoa em distintas ocasiões – podem ter um rendimento muito diferente.

O dia-a-dia requer uma contínua improvisação de habilidades que permitirão abrir caminho entre as diversas circunstâncias que se nos deparam, tantas vezes ambíguas, imprevisíveis e stressantes. Cada um lhes responde com sentimentos distintos, que o levam a uma retirada ou à constância, dependendo da ansiedade que produzam e da sua capacidade para a suportar.

As pessoas temem – e por isso tentam evitá-las – aquelas situações que consideram acima das suas capacidades, e escolhem aquelas que são mais capazes de manejar. Por isso, a ideia que temos de nós mesmos condiciona em grande parte as nossas acções.

Por exemplo, aqueles que se consideram pouco afortunados na sua relação com os outros, os que se menosprezam na sua capacidade de ganhar a amizade dos outros, ou as suas possibilidades de encarar o noivado, têm tendência para exagerar a gravidade tanto das suas próprias deficiências como das dificuldades exteriores que se lhes apresentam. E essa autopercepção de ineficácia ou incapacidade costuma ir acompanhada por um aumento daquilo a que poderíamos chamar medo antecipado, que facilita, por sua vez, o fracasso. Pelo contrário, quando o sentimento da própria eficácia é alto, o medo do fracasso diminui, e com ele as possibilidades reais de fracassar.

A imagem reflecte

A imagem que cada um tem de si mesmo é, em grande parte, reflexo daquilo que os outros pensam sobre nós; ou, melhor dizendo, a imagem que cada um tem de si mesmo é em grande parte o que queremos que os outros pensem sobre nós.

Não podemos esquecer-nos, além disso, de que a imagem que alguém tem de si mesmo é uma componente real da sua personalidade, e que regula em boa parte o acesso à sua própria energia interior. E, em muitos casos, não só permite o acesso a essa energia, como inclusivamente cria essa energia.

Como pode a imagem de si mesmo criar energia interior?

É um fenómeno que pode observar-se claramente, por exemplo, nos desportos. Os treinadores sabem bem que, em determinadas situações anímicas, os seus atletas rendem menos. Quando uma pessoa sofre um fracasso, ou se encontra perante um ambiente hostil, é fácil que se sinta desanimado, desvitalizado, com falta de energia.

Quando uma equipa de futebol joga com entusiasmo, os jogadores desenvolvem-se de uma forma surpreendente. Também isso acontece com os corredores de fundo, os ciclistas: podem estar no limite da sua resistência pelo cansaço de uma grande corrida, mas a aclamação do público ao dobrar uma curva parece pôr-lhes asas nos pés.

A nossa energia interior não é um valor constante, mas depende muito do que pensamos de nós mesmos. Se me considerar incapaz de fazer algo, será extraordinariamente difícil que o faça, se é que chego a fazê-lo.

Além disso, o caminho do desânimo tem também o seu poder de sedução, porque o derrotismo e o vitimismo se apresentam para muitas pessoas como algo realmente tentador.

A própria imagem tem um efeito decisivo na sua própria energia interior.

E nisto também se adquire um hábito: o tom vital optimista ou pessimista, o ângulo favorável ou desfavorável com que vemos a nossa realidade pessoal, também é algo que em grande parte se aprende, algo em que qualquer pessoa pode adquirir um hábito positivo ou negativo.

- E isto de pensar tanto na própria imagem não é um pouco narcisista?

O narcisista sofre porque não se ama a si mesmo, mas sim a toda a sua imagem, e dela acaba por ser um autêntico escravo. No momento de escolher entre si mesmo e a sua imagem, acaba na prática preferindo a sua imagem. E essa é a causa das suas angústias: uma atenção exagerada à sua figura tem como consequência uma falta de identificação e garantia em si mesmo.

Optimismo: O grande motivador

Matt Biondi, estrela da equipa de natação dos Estados Unidos nas Olimpíadas de 1988, Tinha muitas esperanças de igualar a proeza de Mark Spitz em 1972: ganhar sete medalhas de ouro.

No entanto, Biondi ficou em terceiro lugar na primeira das suas provas, os 200 metros livres; e na prova seguinte, os 100 metros mariposa, foi de novo desterrado para um segundo lugar no sprint final.

Os comentadores desportivos predisseram que aqueles fracassos desanimariam Biondi, que tinha partido como favorito em ambas as provas. Porém, e contra todas as expectativas, a sua reacção não foi de desânimo, mas sim de superação, pois ganhou a medalha de ouro nas cinco provas restantes.

O optimismo é uma atitude que impede de cair na apatia, no desespero e tristeza perante as adversidades. Como assinalou Martin Seligman, o optimismo (um optimismo realista, compreenda-se, porque um optimismo ingénuo pode ser desastroso) influencia a forma como as pessoas explicam a si mesmas os seus êxitos e os seus fracassos.

Os optimistas têm tendência a considerar que os seus fracassos se devem a algo que pode mudar, e por isso é mais fácil que na ocasião seguinte lhes saiam melhor as coisas.

Em contrapartida, os pessimistas atribuem os seus fracassos a obstáculos que se consideram incapazes de modificar.

Por exemplo, ante um insucesso, ou uma paragem laboral, os optimistas tendem a responder de forma activa e esperançada, procurando ajuda e conselho, vendo a boa direcção, procurando remover os obstáculos; os pessimistas, pelo contrário, consideram logo esses contratempos como algo quase irremediável, e reagem pensando que quase nada podem fazer para que as coisas melhorem, e não fazem quase nada. Para o pessimista, as adversidades quase sempre se devem a alguma deficiência pessoal insuperável ou a alguma conspiração egoísta e má dos outros.

A questão chave é que se vá em frente quando as coisas se mostram frustrantes. O optimismo é muito importante na vida de qualquer pessoa; e na tarefa de educar poder-se-ia dizer que é imprescindível, pois a educação, de certa forma, pressupõe o optimismo, pois educar é crer firmemente na capacidade de o homem melhorar os outros e de se melhorar a si mesmo.

Estilos Pessimistas e estilos Optimistas

Há na actualidade indícios claros de que a predisposição para a depressão está a aumentar de modo preocupante entre os jovens. A tendência patológica para a autocompaixão, o abatimento e a melancolia aparecem cada vez com maior frequência e em idades mais jovens.

Se bem que a tendência para a depressão tenha uma origem parcialmente genética, esta é potenciada por hábitos mentais pessimistas que, quando se dão, predispõem quem sofre deles a sentir-se abatido ante os pequenos contratempos da vida (problemas escolares, falta de entendimento com os pais, dificuldades nas suas relações sociais, etc. ). O que resulta mais revelador é que muitas das pessoas com tendência para a depressão estavam profundamente dominadas por hábitos mentais pessimistas antes de cair nela, e isto faz pensar que lutar contra esses hábitos é uma boa maneira de prevenir.

Todos nós sofremos de fracassos que momentaneamente nos submergem numa situação de impotência ou desmoralização. Porque é que umas pessoas saem prontamente dessa situação, enquanto outras ficam fechadas nela como numa armadilha?

Cada pessoa tem uma maneira para explicar e enfrentar os acontecimentos que a afectam. As pessoas pessimistas tendem a explicar os sucessos desagradáveis com razões de tipo pessoal (é culpa minha), com carácter permanente (há-de ser sempre assim) e projectando de forma expansiva sobre o futuro (isto vai arruinar a minha vida completamente). Com essa atitude, a sensação de fracasso já não é algo do passado e do presente, mas converte-se numa negra antecipação do futuro: tudo vai ser assim, por minha culpa e para sempre.

As pessoas optimistas são totalmente opostas: há coisas que não dependem de mim, as más situações não vão durar sempre, nem ocupam toda a vida, apenas uma pequena parte dela.

Que se pode fazer para passar de um estilo pessimista para um optimista?

Não é uma pergunta simples, se bem que talvez a chave esteja em aprender a mudar um pouco a maneira de pensar, o estilo com que explicamos as coisas que nos afectam e a atribuição das causas do que nos sucede. Como dizia J. Escrivá de Balaguer, “não chegarás a conclusões pessimistas se te aperfeiçoares”.

- E pensas que esses estilos são de nascimento?

Se bem que sempre haja uma determinação genética dessa propensão optimista ou pessimista, influencia de modo decisivo a aprendizagem pessoal, e desde tenras idades. Por exemplo, um menino de sete anos terá uma maneira muito pessoal de explicar as coisas que lhe sucedem. Antes dessa idade, os meninos são sempre optimistas, razão pela qual não há depressões nem suicídios nos meninos mais pequenos (houve meninos de cinco anos que cometeram assassinatos, mas nunca atentaram contra a sua própria vida).

- E o que é que determina essa forma de enfrentar as coisas?

Sobretudo, a maneira como os pais explicam cada coisa que sucede. Um menino ouve continuamente comentários sobre os acontecimentos da vida diária. As suas antenas estão sempre desdobradas, e sente um inesgotável interesse em encontrar explicações para as coisas. Busca com insistência os porquês. O pessimismo e o optimismo dos pais e irmãos é recebido pelo menino como se fosse a própria estrutura da realidade.

Outro elemento decisivo é a maneira como os adultos – pais, outros familiares, os seus professores, a criada, etc. – valorizam ou criticam o comportamento das crianças. As crianças fixam muito, e não só o conteúdo da censura, mas também a forma como é feita.

Por exemplo, é muito diferente se as reprimendas ou censuras se baseiam em causas permanentes ou em questões conjunturais. Se a um menino ou a uma menina se disse: “Disseste uma mentira”, “Não estás a tomar atenção”, “Estudaste pouco para este teste de Matemática”, ou frases semelhantes, recebê-las-á como observações baseadas em descuidos ocasionais e específicos que pode superar.

Em contrapartida, se se lhe disser habitualmente: “És um mentiroso”, “Estás sempre distraída”, “És muito má a matemática”, etc., o menino ou a menina entenderá isso como algo permanente nele, e muito difícil de evitar.

A forma de educar

Dificulta ou favorece

A motivação

O mundo emocional de cada um dificulta ou favorece a sua capacidade de pensar, de sobrepor-se aos problemas, de manter com constância alguns objectivos. Por isso, a educação dos sentimentos estabelece um limite da capacidade de fazer render os talentos de cada um.

(Alfonso Aguilló) – tradução, para a Aldeia, de Ana Palma

 

Fonte: http://educacao.aaldeia.net/motivacao/

 

 

 
16/07/2010 - Dilma ou Serra? PDF Imprimir E-mail

É incrível que depois de fazer um governo que praticamente quebrou o país, vendeu várias das empresas públicas que gerações de brasileiros construíram (Vale, Embratel, Ferrovias, Hidrelétricas), causaram um apagão do setor elétrico, afundaram uma plataforma de petróleo, aumentaram exponencialmente a dívida pública interna e externa do país, destruíram as forças armadas com anos de contigenciamento, chegando a questionar o motivo delas existirem, visto que poderiam ser trocadas por forças policiais, visto que segundo eles não temos inimigos, privatizaram até mesmo as estradas, com pedágios caríssimos, que, em alguns casos, chegam a tornar inviável o transporte rodoviário, ainda possam posar de bons administradores.

Toda a dívida pública foi feita por eles e seus antecessores, todas as mazelas de nosso país é herança deles, que sempre governaram para uns em detrimento dos demais - começou com as capitanias hereditárias, lembra.
Aí vem um governo, dito incompetente, que melhora tudo, em poucos anos tira milhões da pobreza e da miséria, dá tamanho e importância para o país no exterior, multiplica exponencialmente as exportações do país, começa a construir hidrelétricas, retoma a construção de usinas nucleares, investe em energia solar, biocombustíveis, recria a indústria naval, financia a construção do maior avião da história da Embraer, coloca os bancos nacionais, inclusive os públicos, entre os maiores do mundo, enfrenta uma das maiores crises da história econômica sem pegar um centavo emprestado com o FMI, mas ao contrário, emprestando 16 bilhões de dólares, acumula uma das maiores reservas financeiras do mundo, cria um fundo soberano para financiar as exportações e proteger a economia de crises, retoma o projeto espacial brasileiro, com previsão para vários lançamentos para esse ano e o próximo, inclusive com motor de propulsão líquida. Quase triplica o investimento em pesquisa e bolsas de estudo. Multiplica por 10 o número de escolas técnicas federais. Cria um monte de novas universidades públicas. Aumenta o número de aposentados, diminui o tempo e a burocracia para a aposentação, melhora as aposentadorias. Eleva o salário mínimo de menos de 100 para mais de 300 dólares, sem quebrar nenhuma prefeitura do interior ou pequeno empresário, que sempre foram citados pela oposição como impossibilidade para fazê-lo. Implanta o sistema de médicos de família, que atende os mais desvalidos em todos os rincões. Instrumentaliza a polícia federal, rodoviária e ferroviária, de modo a assegurar o maior número de operações e prisões por corrupção da história, que só não foram mais efetivos devido aos ministros corruptos indicados pelos governos anteriores. Por isso possui o maior índice de popularidade de toda a história, porque foi melhor para a gigantesca maioria.
Convenhamos, os fatos são notórios. Não dá pra dizer que foi só sorte, que tudo o que foi feito é consequência do falido governo de 8 anos atrás. O plano real tem 16 anos, foi elaborado pela equipe do governo de Itamar Franco.
Eu sou acionista da Petrobrás, mas antes disso sou brasileiro, sei que a empresa pode ter que pagar pelos novos navios em um primeiro momento, no entanto, posteriormente, vai lucrar mais na medida em que milhares de brasileiros da indústria naval (que estavam desempregados em razão das políticas dos governos anteriores que conseguiram quebrar inúmeras empresas nacionais ou fazer com que elas fossem adquiridas por grupos extrangeiros) passarem a comprar mais combustíveis. Ou seja, o dinheiro voltará para a empresas, diferentemente do que aconteceria com o valor pago para grupos coreanos.

 

É esse tipo de desvalor para com o que é brasileiro, para com o que é voltado para o social, que diferencia as duas candidaturas, não tem nada a ver com a qualidade da administração, mas com a definição de quem será beneficiado e a quem caberá os dividendos.

 
14/07/2010 - Combater cartéis criando novas estatais. PDF Imprimir E-mail

Devemos verificar a correção de nossas premissas para tentar adivinhar o futuro.

No meu caso, vejo o passado e constato os dados do presente, para fazer meus investimentos.

O fato é que a vários anos o setor público vem se modernizando, com a contratação dos melhores cérebros, via concurso público.

Todos sabem que para passar em um concurso precisa estudar muito.

Vários órgãos estão pagando cursos em Harvard, Yale, Stanford e outras para seus melhores quadros.

Órgãos como a Embrapa tem sua reputação e qualidade, reconhecidas em todo o mundo.

O BNDES talvez seja o melhor banco de desenvolvimento do globo, sonho de várias nações.

Faculdades como a USP e Unb são responsáveis por grande parte do conhecimento gerado na América. Temos um dos melhores conjuntos de publicações na área da genética e da nanobiotecnologia.

Os bancos nacionais concorrem com o governo a mais de um século. Isso mostra que essa concorrência é possível.

A minha forma de combater cartéis é a presença de uma estatal em cada ramo estratégico da economia.

Evidentemente, uma estatal pode e deve empregar funcionários segundo as regras de mercado, caso contrário, não conseguirá concorrer em pé de igualdade. Mas sua simples presença não deixa de balizar um piso salarial para a categoria.

Aliás, o próprio governo deve remunerar e premiar a criatividade e os resultados alcançados por cada servidor ou equipe. A forma de remuneração do servidor público não precisa diferir do empregado celetista.

Fazendo uma pequena pesquisa é possível verificar que o Banco do Brasil não detém qualquer monopólio no sistema financeiro brasileiro.

Nas empresas privadas do Norte foram constatadas diversas irregularidades de gestão e nos balanços apresentados. Gigantescos e escandalosos salários pagos aos executivos. Pergunto, será que nossas empresas aqui no sul são melhor geridas? Será que os acionistas minoritários não estão pagando passeios com jatinhos da empresa? Será que não existem empresas que dominam mais de 70% de determinados mercados (cimento, refrigerantes, cerveja).

Não se enganem, empresas como a Embraer ou a Vale continuam sendo públicas. Simplesmente não sobrevivem sem o governo. A maior parte do capital ainda é indiretamente controlado pelo governo. Se quebrarem, quem pagará a conta seremos nós.

Quando uma empresa possui milhares de acionista ela se torna um tando pública, pois a nação pode ser vista como uma empresa com milhares de acionistas. Pena que muitos desses acionistas da Brasil S.A. não recebem nada de seus dividendos, pois esses são desviados pela diretoria para o bolso de poucos.


 
12/07/2010 - Pensando na Noruega.. PDF Imprimir E-mail

 

Não tenho nenhum país endividado como modelo. Mostrem um estado liberal (se ainda existe ou existiu, visto que todos adotaram em certa medida as idéias sociais) que seja justo para com todos, ou com a maioria?

Todos os princípios constitucionais enfrentam limites na razoabilidade, inclusive a liberdade, que não precisa implicar na miséria dos mais fracos, pois eles sempre existirão.

Se somos a favor da liberdade, porque os ditos liberais teriam medo de concorrer com as empresas públicas, desde que submetidas as mesmas regras de concorrência?

Qual é o mal de fazer empreiteiras concorrer com o setor de infraestrutura do exército ou permitir que esse assuma obras abandonadas ou paralizadas pelo TCU em virtude da corrupção ativa, sempre praticada pela parte podre do empresariado nacional?

A Concorrência publico-privada é melhor para os consumidores. Pergunto, se abrir uma operadora de celular pública nos dias atuais, quantos por cento da população migraria para o sistema público no primeiro mês?

Para nós consumidores não interessa se é público ou privado, queremos saber o que vamos receber e quanto teremos que pagar.

Lembro ainda que não existe empresas grandes inteiramente privadas, todas possuem uma infinidade de acionistas que dependem de órgãos públicos para verem seus interesses defendidos frente aos executivos e sócios majoritários. Todas são obrigadas a respeitarem uma infinidade de leis de ordem pública.

A diferença entre uma empresa pública e uma privada é que na primeira podemos influir, mesmo que indiretamente, na escolha de seus dirigentes, mesmo sem possuir ações.

Na verdade, o que é mais nocivo para os consumidores é o monopólio, seja público ou privado, em qualquer área.

Como um Estado terá condições de oferecer segurança (interna e externa), saúde (universal e de qualidade), educação (universal e de qualidade) e justiça (equitativa, distributiva e fraterna), se a maior parte dos impostos que arrecada é para pagar juros? Quem criou a dívida do Brasil foram os comunistas?

Esse discurso de esquerda-direita, só serviu para mandar para o poder a banda podre do empresariado nacional, os corruptores ativos que nunca foram presos, os líderes do tráfico de drogas (os que moram em castelos e não os que moram em morros), os sonegadores da Daslu e companhia. Os vendilhões do patrimônio nacional na privataria, os que fazem pressão pela desvalorização da moeda nacional e pela elevação dos juros….

 
12/07/2010 - O Estado forte. PDF Imprimir E-mail

 

O Estado forte tem como melhor exemplo a Noruega. Um Estado que possui bilhões em reservas.

Garante que todo cidadão (e não apenas os filhos de uma casta rica) tem igualdade de oportunidade.

Garante a todos um mínimo de renda em caso de desemprego ou doença.

Possui um sistema tributário que redistribui a renda, ao invés de concentrá-la.

O capitalismo é um sistema de trocas, para funcionar todos necessitam possuir alguma coisa, visto que se apenas alguns possuírem tudo, não existirão trocas, visto que os demais não terão nada para oferecer e o sistema deixa de funcionar.

Não existe justiça onde uns recebem a melhor alimentação e educação possível, sendo criados dentro de familias estruturadas, enquanto outros não recebem nada, são escravizados aos 4 ou 5 anos de idade, não recebem educação, podendo se dizer felizes quando escapam do crack ou de outras mazelas.

O Estado forte é o que possui força para impedir que a quebra de bancos acabe com o restante da economia, é o que garante que grandes industriais não formem cartéis, é o que consegue colocar tanto pobres como Ricos e políticos na cadeia.

É o que consegue destituir qualquer dirigente corrupto, seja aqueles que se intitulam de direita seja os que se nomeiam como sendo de esquerda.

O Estado forte administra um gigantesco patrimônio e não uma dívida. Um Estado forte possui forças armadas preparadas, alimentadas por uma rica indústria de defesa. Mantém um poderoso serviço de informações em seu território e no exterior.

Defende os interesses do capital nacional, impedindo práticas comerciais desleais, contrabando e pirataria de seus produtos, possuindo capital suficiente para financiar a produção e as exportações de produtos. Sendo um braço forte ao lado de seus empresários e trabalhadores.

Para isso, o maior instrumento do Estado Forte é a concorrência entre empresas públicas e privadas. Assim, as públicas só sobrevivem se combatem a corrupção nas licitações e a burocracia. Por outro lado, a concorrência com as públicas inibe a formação de cartéis, o abuso na posição dominante e a combinação de preços pelas empresas privadas (ex. Banco do Brasil e Caixa - bancos privados).

Ao invés de privatizar as empresas públicas, deveríamos ter permitido a formação de concorrentes privadas. Assim, o governo deveria permitir a criação de novas empresas para a construção e gestão de novos aeroportos, ou seja, permitir a concorrência com a Infraero, mas também deveria retornar para a área da telefonia pública, do provimento de internete e tv por assinatura.

O Estado Forte garante a igualdade de oportunidade para o crescimento dos negócios ao mesmo tempo que fornece um mínimo de segurança para os mais fracos.

 


 
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